Tipos de esporulação
Divisão múltipla
Por vezes também designada esporulação, não deve ser confundida com a esporulação que ocorre em fungos. A possível confusão resulta da formação de uma espécie de esporo ou quisto, no interior do qual ocorrem as divisões celulares.
No caso da divisão múltipla, o núcleo divide-se repetidamente e apenas no fim o citoplasma se subdivide em volta de cada um deles. Cada célula assim formada crescerá para formar um novo indivíduo.
Este processo, característicos de organismos que tenham que sobreviver a períodos longos de condições adversas, ocorre em protozoários como o Plasmodium, causador da malária.
Esporulação
Nos casos anteriores o descendente resulta do desenvolvimento de tecidos somáticos do progenitor mas neste caso tal não acontece. Na esporulação existem estruturas especializadas na reprodução assexuada, que produzem esporos assexuados.
Os esporos são células muito resistentes e leves, facilmente disseminadas.
Existem dois tipos principais de esporulação:
Esporulação endogénica
Neste caso o micélio produz hifas verticais designadas esporangióforos, com uma extremidade dilatada - esporângio - que contém todo o citoplasma da célula.
A columela separa o esporângio do resto do micélio, onde decorrem mitoses sucessivas que formarão centenas ou mesmo milhares de esporos ou endósporos.
Estes serão libertados simultaneamente após o rebentamento do esporângio.
Esporulação exogénica
O micélio produz hifas verticais designadas conidióforos, de aspecto simples e com extremidade ramificada. Dessa extremidade vão sendo gradualmente libertados os esporos, produzidos por gemulação.
Os esporos, ou conídios, são ovóides e geralmente de coloração verde-azulada ou amarelada

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