Suécia autoriza procriação de «bebés doadores»
As autoridades suecas autorizaram pela primeira vez que três famílias procriassem, cada uma, uma criança cujo embrião vai ser seleccionado para tentar salvar a vida de um irmão ou de uma irmã portadores de uma doença genética mortal.A direcção sueca da saúde pública anunciou, em comunicado, ter dado o seu acordo para que seja praticado este método controverso, acedendo assim a um pedido destas famílias cujo filho morrerá se não receber um transplante de células-mãe de um irmão ou de uma irmã com tecidos compatíveis.
Para começar, deve ser feita uma investigação 'in vitro' sobre o genótipo de embrião que será depois introduzido no útero da mulher. Este diagnóstico genético pré-implantatório (DPI) visa detectar uma eventual doença genética. As autoridades deram permissão para que o embrião seja escolhido em função da compatibilidade dos seus tecidos com os tecidos do organismo da criança receptora.
Após o nascimento do «bebé doador», a criança receptora recebe uma transfusão do sangue extraído da placenta e do cordão umbilical, que contém as células-mãe embrionárias. Uma vez na medula óssea, estas podem multiplicar-se e produzir células diferenciadas e responder às necessidades do organismo doente. O processo é criticado por aqueles que consideram que a selecção do embrião não é ética.
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