Rituais de acasalamento esquisitos
Muitos animais realizam estranhos rituais para acasalar.
Uma espécie de musaranho - pequeno roedor parecido com um esquilo - precisa dar muitas lambidas na face e na nuca da sua parceira para conquistar o direito à reprodução.
Os gibões, macacos de braços compridos e corpo esguio, passam um muito tempo a cantar em cima dos galhos das árvores até terem parceira.
Segundo biólogos especializados em comportamento animal, as tácticas de sedução de algumas espécies monogâmicas (que têm só um parceiro) servem para impressionar e fortalecer o vínculo entre o casal, evitando uma separação depois do acasalamento.
O biólogo sueco Carl-Adam Wachtmeister, da Universidade de Estocolmo, acredita que toda essa exibição para conquistar uma parceira ou parceiro é uma tentativa de persuadir a parceira a dividir, no futuro, o trabalho árduo de constituir uma família - o que inclui a construção de um ninho, a defesa contra predadores, a busca por alimentos.
Apesar de estranhos, esses rituais de acasalamento dos animais monogâmicos são inofensivos. Mas no reino animal existem formas de acasalamento bem mais radicais. É o que acontece com algumas aranhas, escorpiões e gafanhotos. Entre esses pequenos animais, a fêmea invariavelmente mata e come o macho durante ou depois da consumação do acto sexual.
Adaptado de mundoestranho.abril.com.br

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