Mimosa, a invasora

Pensa-se que esta planta foi introduzida em Portugal pelos Navegadores para fins ornamentares sobretudo.Também foi utilizada no passado, e essa foi uma das razões que levaram os Navegadores a trazê-las, como espécie florestal e para fixar os solos.
Impacto ambiental
- Uma das maiores ameaças da mimosa é o seu contributo para a uniformização global, num processo que aparentemente é inevitável. Aos poucos,esta promove a substituição de comunidades com elevada biodiversidade por “comunidades” de mimosas através da formação de povoamentos muito densos que impedem o desenvolvimento da população nativa.
- Rebenta vigorosamente, sendo também uma produtora prolífica de sementescuja germinação é estimulada pelo fogo.
- Forma densos povoados que provocam a diminuição da quantidade de água disponível e, por consequente, a erosão;
- Alteração da composição e disponibilidade de nutrientes, nomeadamente azoto, no solo e na folhada;
Medidas de combate
- Quando se trata do problema das espécies invasoras, a solução acertada é começar pela prevenção.
- Existe já legislação em Portugal que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas (Decreto-lei 565/99). Este decreto, lista as espécies exóticas já introduzidas e proíbe a introdução de outras, a menos que se realize um estudo de impacto da espécie a introduzir e que se prove que é inofensiva. Este decreto proíbe também a detenção, a criação, o cultivo e a comercialização das espécies consideradas invasoras, o que infelizmente não tem sido muito fiscalizado.
- A educação do público tem um papel essencial na prevenção: alguns de nós nunca ouviram falar em espécies invasoras e não fazem a mínima ideia do potencial problema que está a provocar quando introduz uma espécie exótica.
- No caso das espécies com elevado potencial invasor que, de uma ou de outra forma, já foram introduzidas, a solução passa pela monitorização, especialmente nas áreas com interesse para a conservação da natureza, de forma a detectar a sua presença precocemente.
- O conhecimento da susceptibilidade de diferentes áreas à invasão, o ritmo de dispersão das espécies exóticas e o papel dessas espécies em área perturbadas, e não perturbadas, são atributos cujo conhecimento é essencial para a adopção de medidas coerentes e eficazes de gestão dessas áreas.
- Nas situações em que as espécies já se encontram muito disseminadas a resolução do problema passa pelo estabelecimento de prioridades (quais as espécies e áreas prioritárias) para posterior aplicação de metodologias de controlo. Essas metodologias podem passar por controlo físico, químico, biológico, fogo controlado ou, normalmente mais eficaz, uma combinação de várias metodologias. Frequentemente, a aplicação de metodologias de controlo apresenta maiores dificuldades, mais custos e por vezes impossibilidades.
As metodologias de controlo devem ser cuidadosamente seleccionadas para cada espécie e aplicadas correctamente de forma a garantir a obtenção de melhores resultados.
Fontes:
http://www.uc.pt/invasoras/resultados/fichas/13mimosa.pdf
http://www.uc.pt/invasoras/resultados/fichas/especies_perfis.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mimosa_(género)
http://florabase.calm.wa.gov.au/


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